Seleção de filmes para formação

Os irredutíveis: Teoremas da resistência para o tempo presente
Daniel Bensaïd
Os irredutíveis: teoremas da resistência para o tempo presente, de Daniel Bensaïd, rebate as reduções simplistas da filosofia política pós-moderna, buscando alternativas para o pensamento. Filósofo e ativista político francês, um dos principais nomes dos movimentos de 1968, o autor rejeita a idéia que condena o mundo à uma catástrofe inexorável.

O emprego no desenvolvimento da nação
Marcio Pochmann
Partindo de dados alarmantes sobre o aumento do desemprego no Brasil, Marcio Pochmann faz uma análise criteriosa da relação entre a falta de trabalho e a adoção de políticas econômicas desfavoráveis ao país em seu novo livro, O emprego no desenvolvimento da nação , lançado pela Boitempo Editorial.
No ano 2000, o Brasil ocupava o terceiro lugar no ranking do desemprego mundial, apesar de contar com a quinta maior população do globo. Na época, apenas 54% dos ocupados brasileiros recebiam salários. Já em 1980, dois em casa três trabalhadores recebiam salários e entre os assalariados, 70% tinham emprego formal.

O poder das barricadas
uma autobiografia dos anos 60
Tariq Ali
Rebeldia revisitada. Por Francisco Alambert
Revista História Viva - 1º de maio de 2008
"Ainda mais abrangente é o livro do escritor paquistanês Tariq Ali, que vive desde os anos 60 na Inglaterra. Seu livro também tem traços memorialísticos, mas a tônica maior cai em análises, freqüentemente brilhantes. O livro propõe uma leitura histórica dos anos 60, que teria se iniciado por volta de 1963, estendendo-se até a crise econômica de 1975"...
A ideologia alemã, de Marx e Engels
Chega às livrarias a aguardada edição integral de A ideologia alemã, de Karl Marx e Friedrich Engels. Traduzida diretamente do alemão para o português por Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Martorano, com texto final de Rubens Enderle, a edição da Boitempo tem introdução escrita por Emir Sader e supervisão editorial de Leandro Konder, um dos maiores estudiosos do marxismo no Brasil. Além disso, será a versão mais fiel aos originais deixados pelos autores, pois a primeira no mundo traduzida a partir da inovadora Mega-2.
Essa nova edição cuidadosa, que se tornará referência para todos os interessados nos escritos de Marx e Engels, foi feita dentro da tradição de rigor com os livros desses autores estabelecida pela Boitempo. A editora já lançou cinco das obras dos dois filósofos, todas traduzidas do original e sob a supervisão de reconhecidos especialistas. A ideologia alemã é considerada por muitos estudiosos.
Mesmo a noite sem luar tem lua é destaque na página da revista Fórum na internet (15/2/2008)
Livro traz crônicas de Lourenço Diaféria
"O jornalista e escritor Lourenço Diaféria é conhecido como um dos grandes cronistas brasileiros. Entre 1964 e 1977, publicou textos, observando as particularidades da vida da cidade de São Paulo e de seu povo.
As melhores crônicas de Diaféria, escritas entre 1973 e 1977, estão reunidas em Mesmo a noite sem luar tem lua, lançamento da Boitempo Editorial. A seleção foi feita pelo escritor Roniwalter Jatobá, que também assina a apresentação do livro."
Beatriz Kushnir, autora de Cães de Guarda, é entrevistada no site Vi o Mundo (18/2/2008)
Beatriz Kushnir: o livro que a mídia fez que não viu, por Luiz Carlos Azenha
"Beatriz Kushnir escreveu um livro "incômodo" para a mídia brasileira. É "Cães de Guarda - Jornalistas e Censores, do AI-5 à Constituição de 1988", que conta histórias interessantes sobre os bastidores de jornais e emissoras de televisão durante o regime militar."
Estado de Exceção é tema de artigo do boletim eletrônico do Instituto Humanitas Unisinos (12/2/2008)
EUA – exemplo perfeito do ‘Regime de Exceção'
"Em seu livro Estado de Exceção (Boitempo, 2004), Agamben cita a política norte-americana como exemplo cabal do ‘Regime de exceção'. A Lei Patriótica, aprovada pelo Senado em outubro de 2001, permite manter preso o estrangeiro suspeito de atividades que ponham em perigo “a segurança nacional dos Estados Unidos”. “A novidade da ‘ordem' do presidente Bush, escreve Agamben, está em anular radicalmente todo estatuto jurídico do indivíduo, produzindo, dessa forma, um ser juridicamente inominável e inclassificável”. O estado de exceção é a suspensão da própria ordem jurídica."
Extinção é citado em artigo no site Congresso em Foco (12/2/2008)
Marcas do mal – volume 2, por Márcia Denser
"Já caindo na real, Paulo Arantes também descreve detalhadamente os artefatos que os experts ianques lançam “sem risco” a dez mil metros de altura, as chamadas “quinquilharias” da guerra banalizada de caráter pós-militar..."
John Holloway, autor de Mudar o mundo sem tomar o poder, é entrevistado pela revista Fórum (16/1/2008)
O Mundo em transformação pelo povo, sem tomar o poder, por Daniel Cassol
"Em entrevista, o intelectual John Holloway, autor de Mudar o Mundo sem Tomar o Poder, analisa a atual situação política da América Latina e as estratégias que poderiam de fato promover uma mudança profunda, que venha de baixo com a participação de toda a população, não guiada por líderes."
Privatização da cultura é tema de resenha no site Cultura e Mercado (7/2/2008)
Patrocínio de quem e para quem?, por Guilherme Jeronymo
" Lançado no país no final de 2006, o livro Privatização da Cultura: a intervenção corporativa nas artes desde os anos 80 , da pesquisadora taiwanesa Chin-Tao Wu, publicado em parceria pela Boitempo e pelo Sesc de São Paulo, traz uma análise pertinente ao momento histórico do financiamento à Cultura no Brasil hoje, seja ele público ou privado. Na obra, Wu declara, veladamente, sua oposição, ao não poupar adjetivos para caracterizar o neoliberalismo das políticas públicas analisadas e, em muitos casos, sua hipocrisia".
José Luís Fiori, autor de O poder global , é entrevistado na Agência Carta Maior (6/2/2008)
Um novo mundo à nossa espera, por Flávio Aguiar
"Num mundo em que a guerra continua sendo a moeda corrente da expansão capitalista, a única região a não sofrer conflitos armados de monta nos últimos decênios é palco de uma peculiar “sublevação” de suas massas de deserdados, sob a forma de eleições de líderes populares que fogem ao modelo do neo-liberalismo triunfante depois do fim da Guerra Fria, ou da derrubada de presidentes eleitos que fogem às suas promessas de campanha e aderem a este modelo.
Entretanto a expansão do capitalismo triunfante continua a gerar contradições que redesenham a economia mundial, com a China e a Índia, potências armadas, disputando espaço em suas regiões próximas e para além delas. Que futuro se pode esperar diante de tantos desafios inesperados para quem acreditasse que o fim do conflito entre os EUA e a URSS, com a vitória daquele, traria uma era de hegemonia incontestada pelo maior e mais poderoso império que a história já viu?"
O Desafio e o fardo do tempo histórico no Le Monde Diplomatique (1/2/2008)
História sem fim, por Ruy Braga
"Mais conhecido entre nós como autor da monumental obra Para além do capital (1995), István Mészáros retorna às estantes brasileiras com outro livro destinado a se tornar uma referência indispensável para a crítica social contemporânea. Se em Para além do capital Mészáros ampliou os horizontes do marxismo ao incorporar a ecologia e as questões de gênero como objetos centrais, em O desafio e o fardo do tempo histórico o filósofo húngaro, discípulo de Georg Lukács, ampliou a análise crítica das formas necessárias de temporal idade, reiterando o caráter fundamentalmente aberto da História."
Shopping center: a catedral das mercadorias na edição de número 15 da revista Sociologia, Ciência e Vida (1/2/2008)
Templo de consumo, por Edilson José Graciolli
" István Mészáros tem, há anos, mostrado como vivemos a era do descartável, determinação movida e movente (numa influência recíproca) por e de uma produção destrutiva de bens e serviços, maquinário e equipamentos e, ainda, força de trabalho. O livro é um estudo que se insere na tradição de, a partir de uma dimensão particular da totalidade capitalista na atualidade, trazer para o plano do pensamento algumas formas de ser dessa realidade, desvendadas em seus nexos determinantes."
Latinoamericana na revista Sociologia, Ciência e Vidanúmero 14 (1/1/2008)
Uma criação acadêmica indispensável para Nuestra América, por Aurelio Alonso
"Esplêndida realização em muitos sentidos. editado e ilustrado com beleza e propriedade. A introdução escrita por Emir Sader e a apresentação de Ivana Jinkings compartem a responsabilidade de, rapidamente, situar o leitor em relação ao alcance da obra. O sociólogo nos oferece uma leitura do cenário larinoamericano e caribenho do século xx, em especial de sua segunda metade: os fatos ocorridos nas relações econômicas, políticas e sociais, os efeitos dos nexos de dependência, os acontecimentos revolucionários, as religiões e a criação cultural. Todo o apanhado da hisroria é compactado com lucidez até o começo do século atual.